ONS: vazões de março no Sudeste são estimadas em 79% da média

Projeção inicial de carga é de aumento de 0,5% ante mesmo período do ano passado.

A primeira versão do Programa Mensal de Operação para março confirmou a expectativa e mostrou uma desaceleração das vazões no maior submercado do país, o Sudeste/Centro Oeste, ante os últimos meses. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico é esperado inicialmente energia natural afluente de 79% da média de longo termo, no Sul continuam valores bem abaixo do normal com 37% da MLT. Já nos dois outros submercados os índices continuam acima, com 124% no Nordeste e 114% no Norte.

De acordo com os dados revelados na reunião realizada nesta quinta e sexta-feira, o ONS indica que à exceção do Norte, todos os outros submercados deverão apresentar elevação no volume armazenado. Ao final de março, a expectativa é de que os níveis fiquem em 66,1% no SE/CO, 30,4% no Sul, 93,5% no NE e em 79,8% no Norte.

A previsão de carga é de alta de 0,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Se essa previsão se confirmar serão 73.123 MW médios. Apenas no SE/CO é esperado retração, de 0,9%. Nos demais há aumento do consumo sendo de 1,8% no Sul, 3,8% no NE e de 1,8% no Norte.

Para a semana operativa que se inicia neste sábado, 26 de fevereiro, o CMO médio continua zerado no Norte e NE. Enquanto isso no SE/CO e Sul estão em valores diferentes, mas ambos, em cerca de R$ 10/MWh, conforme mostra a tabela abaixo.

Com isso, caso não houvesse a previsão de despacho fora da ordem de mérito para o combate à crise hídrica de 2021 o despacho térmico seria de 3.812 MW médios, sendo quase a totalidade por inflexibilidade e outros 193 MW médios por restrição elétrica.

Vale lembrar que na quinta-feira, 24 de fevereiro, o CMSE autorizou em reunião extraordinária o despacho térmico fora da ordem de mérito para atendimento à região Sul, mas estabeleceu limite de até 8 mil MW médios, considerando a geração térmica total das usinas despachadas pelo Operador do Sistema e eventual importação de energia da Argentina e do Uruguai. Em ambos os casos, o Custo Variável Unitário do empreendimento não poderá ultrapassar R$ 375,66/MWh. Antes da decisão os limites eram de 10 mil MW médios e CVU de R$ 600/MWh, defindos na reunião anterior.

Fonte: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53203667/ons-vazoes-de-marco-no-sudeste-sao-estimadas-em-79-da-media